Quando reconstruir
Reconstrução imediata ou tardia.
O melhor momento é definido em conjunto com o mastologista e a equipe de oncologia, de acordo com o tipo de tumor, a necessidade de radioterapia e o seu desejo.
Na mesma cirurgia da mastectomia
A paciente acorda já com a mama reconstruída, total ou parcialmente. Evita uma nova anestesia e costuma preservar melhor a pele da mama.
Meses ou anos depois
Indicada quando o tratamento oncológico precisa ser concluído antes, ou para quem decide reconstruir mais tarde. Nunca é tarde para avaliar a reconstrução.
Técnicas
Dois caminhos, escolhidos para cada caso.
Tanto na reconstrução imediata quanto na tardia, é possível usar tecido da própria paciente ou implantes. Em alguns casos, as duas técnicas são combinadas.
Retalhos
Tecido da própria paciente
Pele, gordura e, às vezes, músculo de outra região do corpo, como as costas (retalho do grande dorsal) ou o abdome (retalho TRAM ou DIEP), são levados até o tórax para formar a nova mama. O resultado tem textura natural e acompanha as mudanças de peso do corpo.
Implantes e expansores
Prótese de silicone
Quando há pele suficiente, o implante pode ser colocado diretamente. Quando não há, um expansor é posicionado e preenchido aos poucos no consultório, preparando o espaço para o implante definitivo.
Passo a passo
As etapas do tratamento.
- 01
Planejamento conjunto
Avaliação com a cirurgiã plástica, alinhada ao mastologista e à oncologia, para definir o momento e a técnica.
- 02
Reconstrução da mama
Com retalho, implante ou expansor, na mastectomia ou em uma cirurgia posterior.
- 03
Simetrização
Quando necessário, a outra mama é ajustada para que as duas fiquem em harmonia.
- 04
Aréola e mamilo
A etapa final completa a reconstrução, devolvendo os detalhes que tornam a mama sua.
Seus direitos
A reconstrução mamária é um direito garantido por lei.
Pacientes tratadas por câncer de mama têm direito à reconstrução pelo SUS e pelos planos de saúde, incluindo a simetrização da outra mama e a reconstrução da aréola e do mamilo (Leis nº 9.797/1999, 10.223/2001 e 13.770/2018). Na consulta, a equipe orienta sobre a documentação necessária.
Dúvidas frequentes
Sobre reconstrução mamária.
A reconstrução atrapalha o tratamento ou o acompanhamento do câncer?
Quando bem indicada e planejada com a equipe de oncologia, a reconstrução não interfere no tratamento nem no seguimento do câncer.
Já fiz radioterapia. Ainda posso reconstruir?
Sim. A radioterapia altera a pele e influencia a escolha da técnica; nesses casos, os retalhos com tecido da própria paciente costumam ser considerados com atenção.
Quantas cirurgias são necessárias?
Em geral, a reconstrução acontece em etapas: a reconstrução da mama, ajustes de simetria e a reconstrução da aréola e do mamilo. O número varia conforme a técnica e cada caso.
O plano de saúde cobre a reconstrução?
A cobertura da reconstrução após o câncer de mama é obrigatória por lei. A equipe orienta sobre os documentos e o processo de autorização.
A mama reconstruída terá sensibilidade?
A sensibilidade costuma ficar reduzida após a mastectomia. Parte dela pode retornar com o tempo, de forma variável entre as pacientes.